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O que é autismo e quais são os sintomas?

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O Transtorno do Espectro Autista, também chamado de TEA, tem ganhado bastante visibilidade nos últimos anos em função de campanhas de conscientização e da ampla divulgação por parte da mídia. Isso tem aproximado cada vez mais o tema da população. As pessoas que convivem com um familiar cujo diagnóstico já é sabido procuram se informar mais para estar por dentro das últimas pesquisas acerca do autismo.

É verdade que os cientistas têm buscado encontrar evidências que possibilitam novidades quanto ao uso de terapias, medicamentos e outros aspectos responsáveis por oferecer qualidade de vida aos pacientes. No entanto, é importante relembrar o conceito do autismo, assim como o seu histórico e os sintomas mais frequentes.

O que é autismo?

O TEA é o transtorno do neurodesenvolvimento cujas características podem ser observadas ainda na primeira infância por meio da consulta a um especialista e, consequentemente, do diagnóstico precoce. Importante salientar que o autismo é uma condição que atualmente é vista também como uma síndrome comportamental de nível complexo. Além disso, o autismo combina fatores genéticos e ambientais.

Descrito pela primeira vez, em 1943, pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner, o autismo foi baseado em uma observação de comportamento de aproximadamente 11 crianças. Um fato interessante é que todas elas demonstravam certo distanciamento do mundo que os rodeava. Ou seja, elas eram introspectivas.

Outro traço marcante é o fato dessas crianças apresentarem também as estereotipias motoras, o uso da linguagem de forma inadequada, entre outros fatores que anos mais tarde seriam confirmados por meio de evidências científicas.

Qual o momento certo para perceber os primeiros sinais do TEA?

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), as primeiras manifestações do autismo podem ser notadas antes dos 36 meses de vida da criança. Vale ressaltar que há casos em que as crianças demonstram seus sinais iniciais em períodos até mais incipientes como aquele que compreende o 12º e o 24º mês.

Quais são os sintomas?

Os aspectos sintomáticos do autismo devem ser notados de maneira cautelosa, e sempre com o respaldo médico. Problemas na interação, na comunicação e no comportamento são sempre analisados. Entretanto, é importante ressaltar que esses três aspectos devem ser detalhados diante da série de fatores que estão relacionados.

Interação social comprometida:

Relacionamento com pessoas do mesmo contexto familiar ou etário aquém do esperado, falta de reciprocidade emocional, pouco uso de meios não verbais para comunicação, etc.

Comunicação deficitária:

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Ausência de linguagem verbal (falada), pouca habilidade para manter uma conversação, fala extremamente rebuscada para idade, ecolalias, pronúncia sem a cadência que as pessoas geralmente utilizam (sem alteração de tom), etc.

Comportamentos marcados por estereotipias:

Interesses não usuais em intensidade ou foco, movimentos motores repetitivos, rotinas invariavelmente rígidas e não funcionais, preocupação com partes de objetos, etc. (MESQUITA; PEGORARO, 2013).

O Tratamento

É interessante afirmar que as intervenções têm como objetivo providenciar mais qualidade na interação social e na comunicação da criança a fim de tornar essas habilidades cada vez mais funcionais. Além disso, a intenção é reduzir aqueles comportamentos inadequados.

Vale reforçar que o tratamento adequado vai depender da análise feita pelo médico. Cada paciente tem um tipo de intervenção específico, de acordo com a necessidade observada pelo especialista.

A importância do tratamento precoce é enorme. Segundo Zanon et al (2014), “devido à plasticidade cerebral, a precocidade do início da intervenção desempenha papel importante, potencializando os efeitos positivos da mesma.” Outro detalhe é que estudos apontam os ganhos decorrentes da intervenção precoce como os responsáveis por reduzir de forma considerável os gastos da família nas intervenções voltadas para as crianças com autismo.

Referências

MESQUITA, Wanessa Santos; PEGORARO, Renata Fabiana. Diagnóstico e tratamento do transtorno autístico em publicações brasileiras: revisão de literatura. J Health Sci Inst., Goiânia, v. 31, n. 3, 2013.

ZANON, Regina Basso et al. Identificação dos Primeiros Sintomas do Autismo pelos Pais. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Porto Alegre, v. 30, n. 1, p. 25-33, jan./mar. 2014.

Fonte: Neuro Saber

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